Segurança na iluminação pública

 

A origem do surto elétrico você já conhece...

Liga e desliga de motores, manobras de rede e as descargas atmosféricas são as principais fontes do problema na rede elétrica, onde os fenômenos naturais são de imediato os mais nocivos para os equipamentos eletroeletrônicos.

O Brasil é o país com maior incidência de raios do mundo.

Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), cerca de 78 milhões de descargas atmosféricas caem em nosso país por ano e o dano desse fenômeno natural é percebido em vários setores, principalmente no público, onde podemos destacar os problemas na iluminação de nossas cidades. Como a engenharia das luminárias em LED é composta por eletroeletrônica embarcada, a descarga (direta ou indireta), eleva a intensidade de energia no circuito, causando danos significativos, como falhas no funcionamento ou queimas instantâneas de equipamentos não protegidos.

Outro importante ponto é a relação direta entre o aquecimento global e o aumento das descargas atmosféricas. Estudos mostram que para cada grau de temperatura a mais no planeta, há o crescimento de aproximadamente 10% na incidência de raios, sendo as zonas tropicais as mais afetadas. O que reforça ainda mais a necessidade de um trabalho contínuo por melhorias nos equipamentos de proteção!

Por conta deste cenário, a CLAMPER se especializou e hoje é referência em proteção - Estudando, desenvolvendo e fabricando as melhores soluções de DPS (Dispositivos de proteção contra surtos elétricos) para o mercado.

Além de todo cuidado no desenvolvimento de produtos específicos para aplicação no Brasil, trabalhando com a “tropicalização” das soluções, há o compromisso e responsabilidade de certificação total com as normas vigentes!

No caso da Iluminação, protetores certificados em conformidade com a IEC 61643-11.  

Mas o que significa IEC-61.643-11?

Vamos por parte:                                   

A IEC - International Electrotechnical Commission (Comissão Internacional Eletrotécnica) é a instituição internacional que rege normas para as áreas de elétrica, eletrônica e tecnologias relacionadas. Seus participantes são especialistas divididos em comitês espalhados pelo mundo, onde o representante brasileiro é o Cobei (Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações). Vale destacar que por conta de todo background de trabalho, a CLAMPER possui engenheiros que representam o Brasil no subcomitê (37A) de performance e instalação de DPS.

Já a numeração 61643-11 é a referência da norma para DPS conectados em sistemas de baixa tensão, ou seja, uma regulamentação que define parâmetros de desenvolvimento e testes para produtos destinados a proteção de equipamentos. Legal né?

Submeter-se a esta norma é sinônimo de qualidade, responsabilidade e transparência com os clientes e com a população, visto que os produtos passam por uma série de testes que garantem segurança, robustez e eficácia para proteção de eletroeletrônicos.

Para se ter uma ideia, são 26 ensaios que asseguram todas as especificações do DPS:

  Itens de teste IEC 61643-11
Identificação e marcação  7.1.1 / 7.1.2 / 8.2
 Montagem  7.3.1
Terminais e conexões  7.3.2 / 7.3.3 / 8.4.2 
Teste de proteção contra contato direto  7.2.1 / 8.3.1 
Ambiente, código IP  7.4.1 / 8.5.1 
Corrente residual  7.2.2 / 8.3.2 
 Teste de ciclo de operação 7.2.4 / 8.3.4 
Teste de ciclo de operação para as classes de teste I, II ou III 8.3.4.2 / 8.3.4.3 / 8.3.4.5
Estabilidade térmica 7.2.5.2 / 8.3.5.2
Folgas de ar e distâncias de escoamento 7.3.4 / 8.4.3
Teste de pressão de esfera 7.4.2 / 8.5.3
Resistência ao calor anormal e fogo 7.4.3 / 8.5.4
Resistência de trilhamento 7,4,4 / 8.5.5
Nível de proteção de tensão  7.2.3 / 8.3.3 
Tensão residual   8.3.3.1
Tensão de descarga disruptiva na frente da onda 8.3.3.2
Resistência de isolamento  7.2.6 / 8.3.6 
Rigidez dielétrica  7.2.7 / 8.3.7 
Força Mecânica  7.3.5 / 8.4.4 
Suportabilidade a temperatura  7.2.5 / 8.3.5.1b 
 Resistência ao calor  7.4.2 / 8.5.2
 Testes TOV (Sobretensão Temporária) 7.2.8 / 8.3.8 
TOVs causados por falhas ou distúrbios no sistema de BT  7.2.8.1 / 8.3.8.1b 
Comportamento em curto circuito 7.2.7.3 / 8.3.5.3
Corrente de carga nominal  7.5.1.1 / 8.6.1.1 
Comportamento de sobrecarga   7.5.1.2 / 8.6.1.2b

Tabela 1 - Testes conforme IEC 61643-11

Os ensaios variam de acordo com a aplicação do DPS - Neste caso, para iluminação pública é considerado testes de Classe II, dispositivos de proteção ensaiados em forma de onda 8/20 µs:

Gráfico 1 – Forma de onda combinada 8/20 µs

 

Entre os testes que os protetores são submetidos, de mecânicos a elétricos, podemos citar alguns:

- Testes de ciclo de operação: Amostras são submetidas a uma simulação de surtos elétricos (como em uma tempestade), onde os protetores são expostos a impulsos de corrente durante um período pré-determinado e no final da aplicação, os dispositivos devem permanecer em funcionamento.

Nesse ensaio o DPS é conectado a uma fonte de tensão seguindo a Uc declarada e aplica-se pulsos de corrente na forma de onda 8/20 µs, simulando a incidência de raios/surtos de 50 em 50 segundos!

Figura 1 – Diagrama do ensaio de ciclo de operação

 

 

O resultado de desempenho durante todo o procedimento deve ser igual ou melhor do que o padrão de referência estabelecida pela IEC 61643-11, garantindo a eficiência e eficácia do protetor.

- Testes de avaliação do desligamento: Estão relacionados a estabilidade térmica, TOV e curto-circuito. São testes que analisam como o DPS se comporta durante atuação, no final de vida útil e em situações onde há falhas no sistema no qual está instalado.

O teste de estabilidade térmica, por exemplo, avalia o superaquecimento considerando a degradação do DPS. As amostras são alimentadas por uma fonte de frequência industrial (60 Hz) e a corrente é configurada até o equilíbrio térmico. Em seguida, expõe-se o protetor a uma corrente maior até o rompimento do fusível. Durante o ensaio, a temperatura do DPS não pode ultrapassar 120°C e 5 min após encerrar o teste, o protetor deve ter temperatura menor que 80°C, comprovando segurança de desligamento.

Gráfico 2 – Aplicação do teste de estabilidade térmica. 

 

Ao final da aplicação de todos os testes da IEC, temos um protetor ensaiado em diversas situações, simulando a aplicação em campo.

Por isso, fabricantes, instaladores e cidades que utilizam protetores certificados em conformidade com a IEC 61643-11 possuem um grande diferencial. Trabalham com qualidade, em prol da segurança, reduzem o gasto público com manutenção e impulsionam a excelência da iluminação.

É disponibilidade luminosa para melhoria na qualidade de vida das pessoas.

Esperamos que tenham gostado da leitura e se houver dúvidas, não deixe de procurar um especialista.


 


CLAMPER